Praça da Bandeira | Por Marcus Vinícius

    Ontem, dia (11/03/2019), tive a alegria de encontrar na praça pública de minha cidade a eterna Praça da Bandeira, o conspícuo Walter Eudes. Ele, em um fragmento de nossa conversa atestou que as pessoas de hoje em dia não dão tanto valor à praça, pois lá é um local de conversa e encontro com pessoas amigas que ali fazem cintilar o brilho incomum de uma amizade. 
Resultado de imagem para Limoeiro-pe antigamente     De fato, muitas pessoas que têm problemas psicológicos, se visitassem a nossa tão eminente Praça da Bandeira, ficariam parcialmente felizes e dessa dopamina que a felicidade de estar ali produzira, seria convertida em combustível para que a felicidade plena viesse a tona na dominação pertinente e insubstituível desta pessoa.
Noto a diversidade de públicos em nossa cidade, porém quando quase 100% destes resolvem realizar uma manifestação pública, escolhem em primordial e cordial ordem vindo acima de todos os outros locais, a nossa tão amada Praça da Bandeira. É insubstituível a energia que dela emana com raios de felicidade e fertilidade acerca de cada um de nós. 
Na praça ficamos mais sábios, na praça aprendemos mais sobre o ofício que mais volta-se a uma incumbência particular de viver. Os bancos das praças servem de mortalha para aqueles que vivem sem notarem que estão vivendo, servem também de cama para o descanso daqueles que entenderam o que Cristóvão Colombo disse: "Navegar é preciso, viver não é preciso." Só que eles traduziram isto como "Lutar para viver é preciso, viver não é preciso". A praça serve também de lenço,enxugando as lágrimas salgadas do mar de Portugal de todos aqueles que por ela passam desaguando suas emoções, seja para algum confidente acompanhado ou desabafando calado com o arvoredo e as aves que por ali fazem rotina, até penso que as aves que ali gorjeiam vivem eternamente a cantar o triste findar da Praça da Saudade, pois quantas noites eles cantavam ao som das serestas e do eco que saía do palco de caixa italiana da antiga Rádio Difusora e emitia-se, jogava-se, esbaldava-se ecoando por todos os quatro cantos da Praça da Bandeira. 
Imagem relacionada     Quisera eu viver o tempo das praças lotadas, das praças que todos nela faziam morada, que todos se reunissem ao seu redor e sem muito titubear dançavam côco na voz de Zé de Teté, pois na praça professor virava ator de teatro, escritor virava locutor de rádio FM com vozeirão impostado, barbeiro virava cantor de côco, moto-taxi virava cover do rei do braga, um gato de cabelos longos virava cover do Roberto Carlos e um palhaço continuava a ser palhaço durante todo o restante da noite na Praça da Bandeira a alegrar as criancinhas que brincavam no parquinho do meio.
Viver é uma tarefa difícil, mas as praças de nossa vida, ao menos elas entendem o que querem dizer nossos corações de vidro pintado. 

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