Plásticos abandonados em praias alagoanas ameaçam vidas marinhas

Devido à popularização do plástico na composição de embalagens, produtos e objetos do dia a dia, não é preciso ir muito longe para encontrá-lo descartado indevidamente em qualquer lugar da cidade. Basta um olhar mais atento para nos depararmos com o lixo-plástico em diversos tamanhos, formatos e consistências que sujam calçadas, ruas e praças.
Lixo dosméstico permanece abandonado na areia em praia de Maceió (Foto: Waldson Costa / G1)
O problema é que grande parte destes plásticos acaba sendo abandonada ou chegando por circuntâncias diferentes nas praias e nos oceanos, provocando poluição visual e danos que podem ser irreversíveis para o meio ambiente, como a morte de diversas espécies marinhas.

No vídeo acima, registrado pela reportagem do G1, uma sacola de plástico para uso doméstico boia nas águas da praia de Garça Torta, em Maceió, distante 8 km da área central da capital alagoana e que é frequentada por pescadores e banhistas.

Como o lixo-plástico é um problema facilmente encontrado em todo o litoral algoano, é completamente impossível não localizar vestígios dele a cada passo na areia ou no mar. É por essa razão, entre diversas outras, que um grupo de estudantes alagoanos vem desenvolvendo um plástico ecológico que decompõe com velocidade na natureza, e uma empresa do estado vem incentivando os consumidores a reduzirem a utilização de sacolas plásticas.
Espécie de fralda descartavél é abandonada em praia (Foto: Waldson Costa / G1)
Um problema para mais de 100 anos
Seja nas praias urbanas da capital ou até mesmo naquelas mais afastadas, os resquícios do plástico estão sempre presentes. E isso acontece, segundo o biólogo marinho e educador ambiental, Guilherme Augusto Freitas, porque o plástico é um material leve e de fácil mobilidade, podendo ser arrastado pela água e pelo vento.
Garrafa PET possui plásticos de variações diferentes que permanecem há anos na natureza  (Foto: Waldson Costa / G1)
Há ainda o problema da alta durabilidade e baixa deterioração – que leva até mais de 100 anos para se decompor na natureza.
“Diante dessa característica, vale lembrar que seja [por meio do] rio ou galeria, a água acaba chegando ao mar. É neste processo que aquele pedaço de plástico jogado no centro da cidade e até mesmo em pontos distantes dos litorais chegam aos oceanos. Tanto que é mais comum ver uma quantidade maior de plástico concentrado nas praias após períodos de chuvas”, expõe Freitas.

“E o agravante desta história vai além da poluição visual. As consequências do plástico na natureza são sérias porque ele se mistura ao meio ambiente de tal forma que muitas vezes se confundem com alimentos, que ao ser ingerido por animais marinhos e aves provocam a morte. Por isso, até mesmo aquele pequeno pedaço plástico e tão danoso quanto um grande, que ao longo do tempo vai acabar se repartindo oferecendo risco aos animais”, completa o biólogo.

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