Furto de carrinhos gera prejuízo de quase R$ 15 mil em supermercados

O aumento de furto de carrinhos e cestinhas tem preocupado donos de supermercados em Sorocaba, no interior de São Paulo. De acordo com um levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), isso representa mais de 30% das perdas nas lojas.
O gerente de um dos supermercados da cidade conta que são registrados de 30 a 40 furtos de carrinhos e cestinhas todo ano. O prejuízo chega a R$ 15 mil. A unidade recebe diariamente cinco mil pessoas e tem a necessidade de disponibilizar 500 carrinhos e 200 cestas.
“Nós temos prejuízo porque precisamos de tempo para ir atrás do carrinho e, quando encontramos, muitas vezes eles voltam danificados. Temos que repor e é sempre um custo a mais”, avalia o gerente Augusto César Joaquim.
Nos supermercados, os carrinhos tem local próprio para serem retirados e devolvidos. Já as cestinhas ficam, quase sempre, perto dos caixas. Nos estacionamentos, há monitoramento por câmeras, mas mesmo assim os furtos acontecem.

Em um outro supermercado de Sorocaba, os clientes até podiam usar carrinhos e cestinhas para levar as compras até em casa, mas agora foi preciso proibir. "Com tempo nós percebemos que esses carrinhos e cestinhas não voltavam mais. Isso se tornou um prejuízo muito grande e tivemos que mudar o nosso posicionamento. A entrega agora é feita com um carro e funcionários”, explica Paulo Luzio, dono de supermercado. O prejuízo do supermercado chegava a R$ 4 mil por ano. Com a mudança, é quase zero.
Em um terceiro supermercado, o problema se repete. O dono, que também é vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados, diz que mesmo quando os carrinhos são recuperados, o gasto com manutenção pesa. “Cada carrinho custa aproximadamente R$ 280 e a manutenção está por volta de R$ 140. É a metade do valor. Dá um banho de alumínio e troca as rodas. Eles ficam praticamente novos e é um custo que a gente tem que bancar”, diz Joel Siqueira.
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